Sustentabilidade EDI em materiais para construção

Sustentabilidade EDI em materiais para construção

A introdução de uma filosofia de sustentabilidade ambiental às práticas de negócios tornou-se vital para empresas do mundo inteiro. Iniciativas para reduzir o desperdício e a poluição, melhorando a eficiência dos processos existentes, são incentivadas frequentemente e exigidas por empresas que estão na vanguarda dos acontecimentos.

Por exemplo: 78 empresas listadas na Fortune 500 – incluindo Google, Apple, Cisco Systems, Microsoft, Intel e Lojas de Departamento Kohl – fizeram parcerias com a Environmental Protection Agency, para se tornarem “Green Power Partners”, uma designação reservada para empresas que utilizam, anualmente, mais de 13 bilhões de quilowatts-hora de energia verde. Além disso, grandes empresas, como PepsiCo, Coca-Cola, General Electric, Nike e Starbucks, tomaram medidas concretas para melhorar, consideravelmente, a sustentabilidade de suas operações.

Mesmos sendo líderes globais em seus mercados, essas empresas não precisam ser as únicas a se beneficiarem com a integração de políticas de sustentabilidade aos modelos de negócios existentes. Varejistas e fornecedores do segmento de materiais para construção, por exemplo, independente do porte das empresas, também podem se beneficiar com a iniciativa de utilizar a tecnologia EDI para otimizar as operações da cadeia de suprimentos onde atuam, reduzir custos e se tornarem mais eficientes e sustentáveis. Mas, como o EDI pode contribuir para a sustentabilidade das empresas?  

Como o EDI contribui para a sustentabilidade?

O uso do EDI nas comunicações comerciais suporta práticas ambientalmente sustentáveis de várias maneiras. Estudos mostram, por exemplo, que o uso do EDI reduz erros na geração de pedidos, resultando em maior precisão e menos devoluções o que, por sua vez, leva a reduções do uso de combustíveis e menos emissões de poluentes durante o transporte dos pedidos.

Além disso, como o EDI é uma tecnologia confiável e segura, os produtores de produtos de origem sustentável podem adotar o EDI para se tornarem compatíveis com grandes varejistas, aumentando o alcance da distribuição de seus produtos.

Outra grande contribuição ambiental promovida pelo EDI é a redução da dependência da utilização do papel. Faturas, OPs, avisos de remessa, confirmações funcionais e outros documentos comerciais usados com frequência, se não forem automatizados eletronicamente, exigem gastos com recursos administrativos e grandes quantidades de papel. Ao adotar o EDI para a troca de documentos comerciais, sua empresa reduz automaticamente o uso de papel durante os processos comerciais e os custos com despesas administrativas desnecessárias. 

Porém, apesar do amplo uso do EDI entre as empresas, muitas ainda não trabalham com a integração do EDI aos seus sistemas de ERP, CRM e contabilidade. A não utilização do EDI impede, por exemplo, que fornecedores e varejistas de materiais para construção maximizem a eficiência e a lucratividade de seus negócios e também inibe a possibilidade da utilização de poderosos recursos de automação fornecidos por essa tecnologia. Isso inclui, a capacidade de integrar e converter documentos de qualquer sistema para outro sistema, o que simplifica as solicitações eletrônica da maioria dos softwares de gerenciamento empresariaI ou ERP. 

Varejistas e fornecedores têm motivos de sobra para adotarem o EDI. As melhorias na precisão da elaboração de pedidos, já seriam motivos suficientes para a implementação do EDI, mas ainda existem as melhorias econômicas e de sustentabilidade que o EDI também oferece.

Um estudo de 2008, publicado pelo Aberdeen Group, mostrou que o custo do processamento de um pedido manual é 35% maior que o custo de processamento de uma OP usando EDI. Essa redução nos custos de processamento é um grande incentivo para as empresas adotarem essa tecnologia.

Outro estudo de 2010, realizado pelo Gartner, destacou uma redução entre 70% e 90% no custo de cada fatura processada. Uma pesquisa compilada pelo Aberdeen Group, no estudo de 2009, chegou a uma conclusão semelhante, mostrando que as empresas classificadas como as melhores da categoria faturamento eletrônico, alcançaram 83% menos custos de processamento do que os concorrentes.

O EDI também beneficia empresas, ao reduzir tempos de pedidos e remessas. No artigo de pesquisa de 2013, “EDI: Trabalho da Cadeia de Valor”, publicado pela Supply Chain Insights LLC, a adoção do EDI mostrou uma redução de 50% no ciclo de pedidos para remessa. Entre os principais fabricantes, varejistas e distribuidores, o uso de EDI e XML contribuiu para uma redução significativa do ciclo de pedidos para remessa: em média, as empresas com integração total de EDI / XML desfrutam de um ciclo de três dias, enquanto as empresas com a integração parcial, que requer alguma intervenção manual, têm um tempo médio de 7 dias, de ciclo.

Conclusão

A atual crise ambiental que o mundo vive, principalmente no que diz respeito aos altos índices de poluição, está impulsionando a adoção de práticas comerciais sustentáveis, práticas que levam em conta os recursos naturais finitos dos quais todos nós dependemos para sobreviver.

Embora os problemas de poluição possam parecer insuperáveis, uma vez que as práticas de negócios são examinadas com mais detalhes, fica claro que a solução para esses problemas está na adoção de práticas ambientalmente conscientes em pequena escala.

Para todos os participantes de uma cadeia de suprimentos, a adoção do EDI é um excelente primeiro passo para o desenvolvimento de práticas de negócios que reconheçam a sustentabilidade como algo fundamental para o sucesso dos negócios.

Diferenciando o EDI de outras formas de comunicação

Diferenciando o EDI de outras formas de comunicação

Talvez o elemento mais confuso do EDI seja distingui-lo de outras formas de comunicação. Por exemplo, o email é uma forma eletrônica de comunicação, mas não é um intercâmbio eletrônico de dados.

O gerenciamento de dados de e-mail sofre interferência humana e, se um comprador enviar um pedido de compra por e-mail, as informações deverão ser transferidas manualmente para o sistema do fornecedor. Por outro lado, o EDI elimina a necessidade de intervenção humana ao mover informações de um sistema para outro.

Com o EDI, existem formatos rígidos na transmissão de informações para garantir que o computador receptor possa ler as informações de forma prática, rápida, eficiente e segura. Portanto, as  informações do comprador podem ser movidas facilmente para o sistema do fornecedor.

O que basicamente diferencia o EDI de outras formas de comunicação é a não intervenção humana no processo de transmissão de informações.

Padrões EDI de troca de informações

Embora existam vários padrões EDI para a comunicação e troca de informações entre parceiros de negócios, antes de implantar o sistema, é necessário que as empresas envolvidas escolham o padrão a ser adotado.  

O padrão EDI mais comum é o EDIFACT, que é formado por três partes:

  • Elementos: A menor unidade EDI 
  • Segmentos: Composto da união dos elementos 
  • Conjuntos de transações: Composto pela união de segmentos, também conhecidos como “mensagens”

Além de contribuir com a expansão de seus negócios, a implementação de uma solução EDI na sua empresa oferece os seguintes benefícios:

  • Maior visibilidade para a circulação de mercadorias 
  • Custo reduzido em função da necessidade de contratação de um menor número de funcionários 
  • Maior velocidade e eficiência, devido à fácil movimentação de informações de um computador para outro
  • Uma operação mais ecológica, devido ao uso reduzido de papel 
  • Melhora na eficiência da comunicação entre empresas parceiras

EDI na geração e manutenção de pedidos

No caso da geração e manutenção de pedidos, o EDI é muito importante.

Por exemplo, se uma empresa precisa fazer alguma alteração no pedido, basta corrigir, reenviar o pedido e aguardar a confirmação eletrônica da alteração. Num processo manual, seria necessária a impressão de uma nova alteração, um novo envio físico ao fornecedor e uma nova confirmação de recebimento.

Através do EDI também é possível receber alertas importantes, como o envio de remessas de pedidos: 

  • Alerta o comprador de que sua remessa está a caminho 
  • Permite estimar o horário de chegada da remessa 
  • Detalha o conteúdo da entrega, e se possui alguma pendência 
  • Agiliza o recebimento através da leitura de códigos de barras 

Importância do EDI no processo logístico

Do ponto de vista logístico, os avisos de envio antecipados oferecem vários benefícios. Eles reduzem custos, eliminando a necessidade de inspecionar pacotes no nível do componente. Em vez disso, eles podem escanear códigos de barras e fazer comparações e validações, reduzindo drasticamente os custos de descarga.

Eles também melhoram a precisão, pois alertam rapidamente os compradores sobre incoerências entre o pedido de compra e a remessa e também permitem que centros de distribuição recebam alertas de entregas com antecedência.

Para inventário just-in-time (JIT), resposta eficiente ao cliente (ECR) e operações de cross-docking , os alertas eletrônicos fornecidos pelos sistemas de EDI também são essenciais.

EDI no setor financeiro da empresa

A incoerência no processamento de informações de faturamento afeta diretamente o fluxo de caixa da sua empresa. O uso do EDI com parceiros comerciais permite transmitir, rapidamente, as informações corretas e também garante que você receba um aviso de remessa, que é um aviso de que sua fatura foi paga.  

Como alternativa, quando sua empresa recebe faturas, elas são prontamente processadas, evitando pagamentos em atraso e cobranças de juros. Isso também influencia o planejamento no gerenciamento de rotas da cadeia de suprimentos. Não é mais suficiente simplesmente levar o pacote ao cliente. Os clientes de hoje desejam informações em tempo real sobre suas remessas, bem como diferentes opções de remessa. 

EDI para gerenciamento de rotas

O gerenciamento de rotas não se resume apenas em atender a necessidade do cliente. É também sobre eficiência operacional. A análise de roteamento no gerenciamento da cadeia de suprimentos ajuda as empresas escolherem a melhor rota de entrega e também permite reencaminhar as remessas em caso de obstruções na rota usual. 

Um comprador controla seus custos emitindo instruções de roteamento para fornecedores. O EDI permite que uma transportadora emita essas instruções de maneira rápida e eficaz.  

O formato EDI permite que isso aconteça rapidamente com dados estruturados. Além disso, o sistema EDI permite que as empresas aproveitem os benefícios do roteamento sem designar pessoas e papéis adicionais para esse processo. Sem o EDI, solicitar e fornecer instruções de roteamento seria um processo muito mais lento e com várias etapas. 

EDI nas relações com parceiros de negócios

Um padrão EDI específico gerencia os relacionamentos com seus parceiros de negócios. Com esse conjunto de transações EDI, uma empresa comunica:

  • Sua localização específica 
  • Seu relacionamento com outros locais (por exemplo, sede, locais de varejo, etc.) 
  • Seu relacionamento com qualquer parceiro de negócio 

O EDI, hoje, é algo fundamental para qualquer tipo de processamento eletrônico de informações entre parceiros de negócios. Se sua empresa ainda não tem um sistema eficiente de EDI, o melhor caminho é encontrar parceiros que auxiliem sua empresa a implantar o sistema de EDI mais adequado para sua empresa.

Para mais detalhes de como implantar um sistema EDI adequado ao seu negócio, deixe seu comentário logo abaixo, ou entre em contato pelo e-mail contato@businessintegrator.com.br. Se preferir você pode acessar a home page do Portal EDI, onde você encontrará diversas informações sobre EDI.

O EDI na indústria de varejo

O EDI na indústria de varejo

Embora o setor de varejo esteja na vanguarda da adoção do EDI há mais de 30 anos e tenha substituído muitos processos em papel por documentos eletrônicos, ainda há muito potencial para a utilização do EDI na indústria de varejo.

O setor desfruta dos benefícios do EDI há décadas. Porém, muitas empresas ainda não utilizam os processos de trocas eletrônica de dados. Isso mostra que ainda há muito espaço para a implantação do EDI no setor de varejo.

Iniciado por empresas como Walmart e Proctor & Gamble na década de 1980, o inventário eletrônico de dados, gerenciado pelo fornecedor, conhecido como VMI tornou-se uma força motriz para as indústrias reduzirem custos e melhorarem o atendimento ao cliente. A ideia central do VMI é o conceito de “resposta rápida” para atender da melhor forma o cliente.

No VMI, o fornecedor toma as principais decisões de reposição de estoque para a organização consumidora. O resultado é que o fornecedor tem um controle muito maior do estoque, o que gera menos desperdício ou excesso de suprimento e o ciclo de reabastecimento geralmente muda de mensal para semanal ou diário, melhorando o atendimento ao cliente.

Outras funções-chave do EDI no varejo estão na racionalização dos procedimentos de entrega direta na loja (DSD) e no impulso para a sincronização global de dados (GDS). Em pesquisa realizada pela Forrester com mais de 20 empresas fornecedoras, os resultados mostraram que 41% das organizações usam um formato de mensagem EDI, enviando mais de 20 bilhões de mensagens todos os anos.

Estrutura da cadeia de suprimentos

A cadeia de suprimentos de varejo possui uma estrutura única porque é impulsionada pelo fluxo de produtos em toda a cadeia de suprimentos. A natureza rápida das vendas, a importância acentuada da disponibilidade e a complexidade do gerenciamento de níveis de demanda incertos também são.

Todas as ineficiências da cadeia de suprimentos são aumentadas, pois atrasos ou imprecisões de pedidos não causam apenas atrasos na cadeia de suprimentos – como em outros setores – isso afeta diretamente a capacidade do varejista de realizar negócios e oferecer um nível de serviço aos clientes.

O setor de varejo foi um dos primeiros a automatizar seus pedidos e faturas. Mais recentemente, a luta tem sido o aumento das frequências de entrega e o aumento da contagem de unidades de manutenção de estoque (SKU) oferecidas pelos fornecedores do DSD. Usar o EDI para automatizar o processo DSD pode aliviar o congestionamento na porta dos fundos do varejista e reduzir o tempo de check-in.

A chave para tudo isso é o aviso de envio antecipado (ASN). De acordo com uma pesquisa da Grocery Manufacturers of America, os ASNs eletrônicos reduzem o tempo de recebimento em até 60%. Se apenas um quarto das entregas usa ASNs automatizados, uma empresa de 250 lojas pode economizar 65.000 horas de recebimento a cada ano. O ASN pode garantir que todas as etapas da cadeia de suprimentos sejam totalmente informadas sobre o status dos bens e os bens possam ser verificados no nível de paletes, como se estivessem em um nível de caso individual.

No entanto, para que esse processo seja bem-sucedido, é necessário haver GDS eficaz em toda a cadeia de suprimentos. Os fornecedores precisam ser capazes de manter um arquivo mestre totalmente alinhado no nível do item, a fim de facilitar a troca de informações do item, autorização, custo e informações de preço e promoção. Com o GDS, os varejistas podem identificar prontamente discrepâncias, itens não autorizados que foram entregues e diferenças entre pedidos e entregas.

O resultado é que os varejistas têm melhores posições em estoque e os problemas e erros são corrigidos rapidamente – geralmente no início do processo da cadeia de suprimentos, como o centro de distribuição de expedição.

Existem vários padrões importantes de documentos EDI usados no setor de varejo:

Tradacoms

O Tradacoms é um padrão EDI muito antigo, adotado fortemente no setor de varejo. Iniciado em 1982, o padrão foi efetivamente tornado obsoleto em 1995, quando foi substituído pelo EDIFACT EANCOM. Nenhum desenvolvimento adicional ocorreu no padrão. Infelizmente, alguém esqueceu de informar o setor de varejo sobre isso e a grande maioria do tráfego EDI de varejo ainda usa o Tradacoms.

A associação VICS trabalhou para aumentar a eficiência e a eficácia da cadeia de suprimentos de varejo. A VICS foi pioneira na implementação do padrão “resposta rápida” (QR) para simplificar o fluxo de informações do produto para varejistas e fornecedores. O VICS EDI lida com a manutenção dos padrões VICS, incluindo seu padrão de colaboração, planejamento, previsão e reabastecimento (CPFR) da cadeia de suprimentos.

eCOM

Um grupo de padrões que abordam padrões comuns na cadeia de suprimentos muito adequados ao setor de varejo. A grande maioria dos padrões eCOM atualmente em uso são baseados em EDI. No entanto, está surgindo uma nova geração de padrões XML eCOM – embora a adoção no mercado tenha sido mínima.

Associações da indústria

Existem vários órgãos da indústria que estão ajudando a moldar a implantação do EDI no setor de varejo. Entre eles destacam-se:

GS1

A organização encarregada de gerenciar a implementação global do código de barras UPC, expandiu os padrões da organização para além do código de barras para abranger outras áreas da cadeia de suprimentos, incluindo definições de mensagens EDI, identificação por radiofrequência (RFID) e sincronização de dados do produto.

Rede Global de Sincronização de Dados (GDSN)

O GDSN permite a sincronização segura e contínua de dados de informações sobre produtos e localização. Varejistas e fornecedores se conectam a um conjunto de dados selecionado – gerenciado por um membro GS1 – que se conecta ao GS1 Global Registry®. Os fornecedores transferem dados do produto e informações de localização para o pool de dados. Os varejistas assinam apenas as informações necessárias.

Processo Global de Gerenciamento de Padrões (GSMP)

Um fórum no qual os padrões GS1 são definidos e mantidos pela GS1 e seus membros – especialmente empresas de comércio varejista. O GSMP define requisitos e práticas recomendadas antes de estabelecer padrões do setor para oferecer suporte ao comércio eletrônico e sincronização de dados.

Iniciativa de Comércio Global (GCI)

A GCI é um grupo de usuários global de fabricantes, varejistas e provedores de serviços. Ele estabeleceu as regras de negócios para um modelo globalmente padronizado: o modelo de classificação global do produto (GPC). O modelo melhora o desempenho da cadeia de suprimentos entre fabricantes e varejistas pela adoção voluntária de padrões do setor para identificação de grupos de produtos.

Associação para os padrões de tecnologia de varejo (ARTS)

A ARTS é um órgão de padrões dedicado ao setor de varejo. Enquanto os padrões GS1 se concentram nos padrões B2B, o ARTS se concentra nos padrões de aplicativo a aplicativo (A2A), incluindo os padrões Modelo de Dados de Varejo, Ponto de Serviço Unificado, IXRetail e IXRetail XML. O UnifiedPOS aborda a necessidade de trocar dados entre dispositivos de ponto de venda e sistemas de retaguarda.